Recife – Pernambuco

O Recife – tradicionalmente precedido pelo artigo – é uma cidade que se destaca em inúmeros aspectos. Conhecida por sua influência holandesa, a “cidade dos arrecifes”, que hoje é um dos centros urbanos mais desenvolvidos do país, preserva muitos resquícios de seu período colonial, garantindo que uma viagem pela cidade revele não apenas as belezas naturais da costa brasileira, como também sua faceta histórica.

Urbana e viva, a capital pernambucana é de uma geografia ímpar. Ilhas, pontes, canais e casarões antigos incrementam o visual da chamada “Veneza brasileira”, onde o calor forte é parte integrante do ritmo de vida local. No mar, plano de fundo dos recifenses, é Boa Viagem quem faz sucesso. A praia, que fica do bairro homônimo, chama atenção pelas águas esverdeadas e pelas piscinas naturais formadas na maré baixa. Turbarão? Tem sim, mas os nativos garantem que só em alto mar.

Onde Ficar:

Para quem viaja ao Recife, não é muito difícil definir a localização da hospedagem. A grande maioria dos hotéis se concentra no trecho entre Boa Viagem e Pina, sendo Boa Viagem a escolha preferida dos turistas, pela quantidade de bares e restaurantes, além da proximidade com a melhor praia da cidade. Ficar na região também é atrativo, pois há mais opções de transportes para diversos bairros da região metropolitana.

Os hotéis da orla têm ótima vista para o mar, mas se você não faz questão de ver o mar ao acordar, ficar em um hotel em uma das ruas mais internas pode ajudar a economizar. O custo-benefício dos hotéis em Recife é bastante ruim, não raramente paga-se um valor incompatível com os serviços prestados mesmo em hotéis de grande porte. Para evitar problemas e garantir uma hospedagem bacana, faça a sua reserva com antecedência, especialmente se você planeja viajar no Carnaval.

Algumas sugestões de hospedagem em Boa Viagem: Hotel Aconchego, Tivoli e Park Hotel. Se preferir ficar no Pina, o Best Western é uma opção interessante.

Dicas:

– Como em qualquer outra grande capital brasileira, tenha cuidado ao circular pelas ruas e evite andar com objetos caros para não chamar atenção. À noite, evite ruas com pouco movimento ou “esquisitas”, como os recifenses gostam de chamar os lugares que podem oferecer algum perigo.

– Mesmo que Boa Viagem seja um dos bairros mais nobres da cidade, é importante não se descuidar quando estiver por lá, pois trata-se de um local de muito movimento, onde há turistas e muita prostituição.

– Diversos semáforos da cidade só ficam vermelhos para permitir a passagem de pedestres depois que o botão de travessia é pressionado. Fique ligado!

– Como em diversos outros destinos turísticos, a praia fica melhor na maré baixa. Se puder, viaje durante a lua cheia ou a lua nova – períodos em que a baré baixa é melhor para passeios. Acompanhe o site da Marinha para verificar a tábua de maré.

– Lembre que o Recife é uma área onde ocorrem ataques de tubarões. Evite entrar no mar na maré alta, distanciar-se muito da areia, mergulhar com objetos brilhantes ou com algum sangramento.

– A grande maioria dos pontos turísticos de Recife e Olinda não cobra preços exagerados, apenas simbólicos. Essa é uma das boas vantagens de uma viagem à cidade.

– Para tirar uma fotografia tradicional do Recife, vá até a Rua do Sol, em Santo Antônio, e tire uma foto com dos casarões coloridos do outro lado do Rio Capibaribe.

– O trânsito do Recife é bem complicado, especialmente no início e fim de expediente. Se não quiser ficar parado em engarrafamentos, evite horários circular com veículo em horários de pico como 8h, 9h, 17h, 18h.

– Para aqueles que alugam um carro, estacionar pode ser uma tarefa chata devido ao grande número de veículos da cidade. Faltam vagas nos principais pontos.

 

Pontos Turísticos:

Quem gosta de centros urbanos com diversas opções de pontos turísticos tem grandes chances de se apaixonar pelo Recife, afinal há muito para ver e fazer. Para deixar a viagem ainda mais interessante, não dá para deixar Olinda fora do roteiro. A cidade vizinha do Recife possui um dos centros históricos mais famosos do país e igrejas que são verdadeiras obras-primas.

Instituto Ricardo Brennand: O Instituto Ricardo Brennand é um dos pontos turísticos mais interessantes do Recife, pois tem a capacidade de agradar pessoas de todas as idades. É o local ideal para quem aprecia artes, objetos antigos e arquitetura. Com uma bela paisagem ao ar livre, árvores, cafeteria e edifícios em forma de castelo medieval, é difícil não se surpreender com a estrutura do lugar.

Embaixada dos Bonecos Gigantes: Quem perdeu o Carnaval de Recife e Olinda e não conseguiu ver os bonecos gigantes em ação não precisa ficar triste! A Embaixada dos Bonecos Gigantes expõe os famosos bonecos criados para participar do Carnaval nas duas cidades, permitindo que os turistas tenham uma clara ideia da dimensão, da estrutura e do modo de criação dos personagens.

Alto da Sé: O Alto da Sé é uma região de Olinda muito visitada por turistas. Nesse local concentram-se alguns pontos turísticos – como o Elevador Panorâmico e a Igreja da Sé -, além de lojinhas e barracas que vendem artesanato. Para quem quer chegar ao Alto da Sé, é mais vantagem subir pela Rua São Francisco, que tem uma ladeira menos íngreme do que a rua da Ladeira da Misericórdia.

Quando ir:

O verão é a época mais seca, de médias na casa dos 28ºC, enquanto o inverno é mais chuvoso e registra médias de temperatura em torno dos 25ºC. O calor é constante o ano inteiro, não havendo uma oscilação muito perceptível em relação à temperatura – o que se pode perceber com facilidade é que, enquanto o verão é a época mais seca, o inverno é chuvoso. Portanto, o inverno não é uma estação muito indicada para viajar, pois a chuva pode atrapalhar passeios ao ar livre e os tão desejados dias na frente do mar.

Como Chegar:

Viajar de avião para o Recife é passar por um dos aeroportos mais modernos do Brasil, que atende não apenas voos de capitais brasileiras, como estrangeiros. Quem vive no Nordeste tem a facilidade de ir de uma capital a outra de carro ou ônibus, já que as distâncias são pequenas.

De avião: O Aeroporto Internacional do Recife (Guararapes) é um meio muito importante para chegar a Pernambuco. O aeroporto está bem localizado, perto do bairro de Boa Viagem, e serve como meio de chegada para quem viaja ao Recife e também para cidades vizinhas como Olinda, Porto de Galinhas ou Maragogi, além de ser ponto de conexão para Fernando de Noronha.

Ônibus: Se a distância do aeroporto até os hotéis facilita a chegada ao Recife, chegando de ônibus a história é bem diferente. A Rodoviária de Recife (TIP – Terminal Interestadual de Passageiros) fica na Várzea, um bairro mais afastado da região hoteleira.
Para fazer o deslocamento entre o TIP e Boa Viagem você poderá utilizar ônibus, metrô (há uma estação próxima ao terminal) e táxis (cerca de R$ 60 até Boa Viagem).

Carro: A proximidade entre as capitais nordestinas faz com que as viagens de carro sejam uma boa opção para ir de um estado a outro. Quem quiser alugar um veículo e ir explorando devagar o litoral pode se valer da BR-101, que serve de acesso para várias cidades litorâneas, incluindo João Pessoa e Maceió, as capitais vizinhas.

Navio: Algumas empresas de cruzeiros montam roteiros de viagem que incluem a capital pernambucana como ponto de parada. O tempo em terra varia de acordo com o cruzeiro contratado, mas, como costuma ser um tempo curto dedicado às cidades de desembarque, essa não é uma opção tão atrativa para conhecer Recife de forma detalhada.

 

Referencias: 

http://guia.melhoresdestinos.com.br/recife-108-c.html

http://www.partiuviagens.com.br/destinos/brasil/recife.aspx

1 comentário

    • Leonardo em 11 de novembro de 2017 às 23:25

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