Rio de Janeiro

História do Rio de Janeiro

Sinuosa, insinuante, bela e intrigante, a paisagem do Rio de Janeiro já encantava os visitantes de suas costas há 5 séculos. Poucos anos após a divulgação da descoberta da nova terra do Brasil, os morros da Urca e do Pão de Açúcar e a Pedra da Gávea já constavam de mapas de italianos, holandeses, ingleses e, claro, dos portugueses. Ao registrar a imensa baía que se abria para o mar como o abraço de uma foz de Rio, uma das expedições lusitanas, enviadas para explorar a costa, batizou definitivamente a região. Começava ali a história do Rio de Janeiro.

Mas coube aos franceses a primazia de ocupar a região, primeiro com a fortificação de ilhas no meio da baía. Depois, com algumas posições às margens de um rio, hoje canalizado sob o bairro do Flamengo. Os indígenas chamavam esse rio de Kari Oka. E cariocas tornaram-se seus habitantes, mesmo aqueles que chegaram depois, já sob as ordens da Coroa Portuguesa, para expulsar os franceses, sob as espadas e os canhões de Mem de Sá.

Durante uma das batalhas decisivas para expulsar os franceses, foi invocada – e por muitos vista – a imagem de São Sebastião, que se tornaria o padroeiro da cidade desde a sua fundação. A base da defesa foi montada em uma elevação, conhecida depois como Morro do Castelo. O forte ali armado dominava toda a entrada da baía e ainda contava com as baterias de canhões montadas algumas braças de mar dali, na Ilha de Villegagnon. Com os aterros que surgiriam no futuro, esse braço de mar seria ocupado pelo atual piso do Aeroporto Santos Dumont.

Em torno do Morro do Castelo, cresceu e floresceu todo um centro urbano, movimentado pela estrutura de defesa, pelo estabelecimento da administração da região e pelo desenvolvimento de seu comércio. Ainda hoje, a área é conhecida como Centro e reconhecida como o epicentro de um núcleo que ganhou com o status político. Foi sede do vice-reino, tornou-se capital da colônia e tornou-se, já no século XIX, a sede do Reino de Portugal e Algarves, com a chegada da Família Real. Em 1822, com a Independência do Brasil e a posse de D. Pedro I como imperador, o Rio tornou-se a primeira e única capital de um império no Hemisfério Sul.

Toda essa movimentação política e econômica legou a quem visita a cidade uma série de paisagens hoje bem conhecidas no Centro. Mesmo antes da chegada do Príncipe Regente, já estavam de pé o aqueduto, hoje conhecido como Arcos da Lapa, a Igreja de Santa Luzia, o Mosteiro de São Bento, o Palácio da Cidade, o Convento de Santo Antônio e o Paço Imperial. Com a chegada da corte e, posteriormente, com a vinda das missões culturais francesas, a cidade assistiu ao surgimento de novos prédios e logradouros que se tornaram visita obrigatória para quem quer seguir a trajetória histórica da cidade: o Jardim Botânico, o Museu Nacional (antiga residência do imperador), a Candelária, os prédios em estilo neoclássico do Centro.

Toda a herança neoclássica ditou o estilo das grandes edificações após a Proclamação da República, que elevou o Rio a capital do Brasil. Nas primeiras décadas do século XX, o Centro se mantinha como ponto de encontro não somente das classes políticas e econômicas, mas também de sua elite social. Assim, a área foi submetida a grandes transformações, como as que abriram vias, como a Avenida Rio Branco, com o arrasamento de parte do antigo Morro do Castelo, e da Avenida Presidente Vargas, com a derrubada do casario que se proliferou com o desenvolvimento da zona portuária e dos ramais da estrada de ferro. Em seus rastros, testemunhos sólidos de uma época tornaram-se grandes referências culturais, do Centro Cultural Banco do Brasil ao Museu Nacional de Belas Artes, da Casa França Brasil ao Teatro Municipal.

As grandes obras marcaram também a era dos governos do pós-guerra. O modernismo deu o tom a monumentos como a Catedral Metropolitana, no local do antigo Morro de Santo Antôonio, e o Museu de Arte Moderna, sobre o Aterro do Flamengo, já nos anos 50. Mas o início do século marcou também o desbravamento de outras áreas da cidade, que viriam a marcá-la como destino turístico: o surgimento de Copacabana e Ipanema, antes isoladas pelos morros que ponteiam a cidade, e o erguimento de dois ícones, o bondinho do Pão de Açúcar e a Estátua do Cristo Redentor, que contribuiriam com o mais emocional dos títulos que um destino poderia receber do mundo: A Cidade Maravilhosa.

Informações Gerais

Um dos maiores centros econômicos e culturais da América do Sul, a Cidade do Rio de Janeiro está localizada no coração da Região Sudeste onde se concentra 60% do PIB brasileiro. Metrópole cosmopolita, mundialmente conhecida por sua beleza e por seus recursos naturais, a Cidade proporciona aos seus habitantes e visitantes uma harmoniosa e agradável ambiência para o lazer e o trabalho, que aliada à sua infraestrutura, faz do Rio um importante centro de comércio e serviços, contando ainda com uma indústria moderna e diversificada. Ocupando uma área de 1.261 Km2 de extensão, com uma população de 5.850.544 habitantes (segundo IBGE – Censo 2000), a Cidade do Rio de Janeiro tem reconhecida, como uma de suas maiores virtudes, o carinho e a hospitalidade com que seu povo acolhe seus visitantes.

A Cidade do Rio de Janeiro recebe anualmente mais de 2,0 milhões de turistas estrangeiros, o que a situa como a cidade mais visitada do país, segundo a EMBRATUR, com uma participação próxima de 33% do total de turistas estrangeiros. No turismo doméstico recebe mais de 5,0 milhões de visitantes/ano. Dotada de uma ampla infraestrutura de serviços turísticos, a Cidade do Rio de Janeiro está classificada dentre os maiores destinos do mundo na recepção de eventos culturais, comerciais, técnicos e científicos – feiras, simpósios, congressos e exposições. Sua natureza exuberante inclui 90 Km de praias, o Parque Nacional da Tijuca, onde se insere a maior floresta urbana do mundo, com 3.200 ha de mata atlântica, e os Parques Estaduais da Pedra Branca, do Desengano e da Chacrinha, cobrindo uma área de 48.500 ha e as lagoas Rodrigo de Freitas, de Jacarepaguá, Camorim, da Tijuca e de Marapendi.

Área:
Estado: 43.910 Km2
Cidade: 1.261 Km2

População:
Estado: 14.367.225
Cidade: 5.850.544

PIB Nacional:
R$ 864 bilhões

Participação do Estado:
R$ 96,9 bilhões (11,3%)

Participação da Cidade:
R$ 72,5 bilhões

Renda per capita no Estado:
R$ 7.152,97 (US$ 3577)

Dados de empresas:
São 134. 379 no Estado

Pontos Turísticos

Arcos da Lapa e Santa Tereza
Localizado no Largo da Lapa, onde no passado se concentrava a vida noturna carioca, os Arcos da Lapa se mantêm como principal monumento do Rio colonial. Sua magnífica estrutura é composta por 42 arcos de dupla arcada. Foi originalmente construído para abastecer a cidade com água do rio Carioca, nome que originou seu primeiro nome, Aqueduto Carioca. Sobre o aqueduto, hoje trafega o bonde que liga o centro às ruelas antigas de Santa Teresa, pitoresco bairro com uma comunidade artística e com grande variedade de bares, restaurantes, museus, centros culturais e estúdios de arte.

Corcovado – Cristo Redentor

O Morro do Corcovado, tendo em seu topo a imagem do Cristo Redentor, é um dos principais símbolos da cidade. Esse imenso bloco de rocha vertical e aparente, emergindo da mata, dominando tudo a sua volta é, sem dúvida, um dos motivos que fazem do Rio de Janeiro a “Cidade Maravilhosa”. Construída em concreto armado, revestido por pequenos triângulos de pedra-sabão, sobre um pedestal de 8 metros de altura, onde há uma capela para 150 pessoas, a estátua mede 30 metros de altura; a distância entre os extremos dos dedos é de 28 metros; seu peso total é de l.l45 toneladas, sendo que a cabeça pesa 30 toneladas e os braços 88 toneladas cada um. A subida ao topo do Corcovado, que faz parte do Parque Nacional da Tijuca, pode ser feita de trenzinho ou táxi e van. (Endereço: Estação do Trenzinho: Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Tel: (55 21) 2558-1329 Horário: Diariamente das 8:30 às 18:30h.)

Floresta da Tijuca

Situado em meio à área densamente populosa da cidade do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Tijuca é a maior floresta urbana do mundo, com uma área de 3.300 ha, dentro do qual encontra-se a Floresta da Tijuca. Alguns pontos de interesse na floresta são: a Cascatinha Taunay, a Capela Mayrink, o Jardim dos Manacás, o restaurante Os Esquilos, a Cascata Diamantina, a Gruta de Paulo e Virgínia, o Parque Bom Retiro e o Lago das Fadas.

(Endereço: Praça Afonso Viseu – Alto da Boa Vista) – http://parquedatijuca.com.br/

 

Jardim Botânico

O Jardim Botânico possui uma imensa área verde de 1,4 milhão de metros quadrados onde são cultivadas cerca de cinco mil espécies de plantas e árvores tropicais. Percorrendo as trilhas que recortam o jardim se descobrem, entre as palmeiras imperiais e seus sabiás, plantas carnívoras, violetas africanas, orquídeas, pequenas fontes e recantos habitados por micos, esquilos e gambás. O jardim ainda abriga o Museu Botânico, uma biblioteca com acervo de 76 mil livros especializados, um horto, um orquidário e várias estufas.

(Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Tel: (55 21) 2294-9349 – Horário: Diariamente de 8 às 17h.)

Pão de Açúcar 
Um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro pode ser visto logo à entrada da Baía de Guanabara. Composto por dois trechos, o primeiro vai da Praia Vermelha ao Morro da Urca atingindo 224 metros de altura, e o segundo trecho, do Morro da Urca ao Pão de Açúcar, de 395 metros de altura. A viagem no bondinho dura aproximadamente 3 minutos em cada trecho. Atualmente, são transportadas cerca de um milhão de pessoas por ano em bondinhos com capacidade para setenta e cinco passageiros por viagem. (Endereço: Av. Pasteur, 520 – Praia Vermelha – Tel: (55 21) 2546-8400 Horário: Diariamente das 8 às 22h.)

Teatro Municipal

Projeto e construção de A. Guilbert e Francisco de Oliveira Passos. Sua inauguração deu-se em 14 de julho de 1909. As pinturas principais são de Eliseu Visconti – teto e pano de boca – e de Rodolfo Amoedo. Os mosaicos são de Henrique Bernardelli.

(Endereço: Pça. Floriano, sem número – Centro Tel: (55 21) 2544-2900 Horário: Visitas agendadas segundas e terças / quintas e sextas entre 9 e 16h.)

Praias

Arpoador

800 metros de areia localizado no começo de Ipanema, delimitado também pelo lindo Parque Garota de Ipanema.

Barra da Tijuca

É a praia mais longa do Rio, com mais de 18km ao longo da Av. Sernambetiba. O ponto mais movimentado da praia fica situado em frente a Barraca do Pepê, nome do famoso piloto brasileiro de asa-delta, que faleceu em uma competição no exterior.

Copacabana 

Uma das mais famosas praias do mundo, se estende sinuosamente pela Av. Atlântica. Seus 3,4 Km de extensão começam na Av. Princesa Isabel e terminam no Forte de Copacabana. Por ser a praia mais larga do Rio, Copacabana concentra o futebol e o volley de praia.

Grumari

Também localizada em uma área de proteção ambiental, é uma praia com mar forte em meio a um cenário primitivo.

Ipanema

Famosa devido à música “Garota de Ipanema”, a praia de Ipanema possui 2 km e é separada do Leblon pelo Canal do Jardim de Alah, canal que liga a Lagoa ao mar.

Leblon

Com aproximadamente 1,3km, a praia do Leblon se estende de Ipanema até o Mirante do Leblon, uma das mais bonitas vistas de ambas as praias.

Leme

Compreende-se por praia do Leme o trecho de um quilômetro que vai do morro do Leme até a Av. Princesa Isabel, a partir daí, começa a praia de Copacabana.

Prainha

Área de proteção ambiental, com 700m de extensão, de mar forte, muito utilizada para a prática do surf.

Recreio dos Bandeirantes

Uma charmosa enseada com cerca de 2km de extensão no final da Av. Sernambetiba.

São Conrado

Seu nome oficial é Praia da Gávea, porém mais conhecida como Pepino. É a área de aterrissagem para os praticantes de para-pente e asa-delta, que colorem o céu todos os finais de semana.

Vermelha

243m de areia tendo como cenário principal os morros da Urca e do Pão de Açúcar.

 

 

Búzios

Basta olhar de relance um mapa de Búzios para constatar que, aqui, até a geografia conspira contra o tédio. Não há sinal de monotonia no desenho de sua faixa costeira, toda recortada, repleta de praias de personalidade própria. Há 50 anos, a península exerce magnetismo sobre os visitantes, desde aquele mítico verão de 1964 em que Brigitte Bardot se hospedou no (então quase selvagem) balneário.

A musa hoje empresta nome à Orla Bardot, continuação da fervilhante Rua das Pedras; juntas, as duas vias reúnem lojas de grife, restaurantes concorridos e o agito da vida noturna. Nas mesas, conversas animadas fluem em inglês, francês e no inconfundível espanhol com sotaque portenho. Dias após a final da Copa do Mundo de 2014, era possível ver grupos de argentinos perambulando pela cidade, ainda de cabeça inchada com a derrota para a Alemanha – mas embevecidos com a beleza de Búzios.

Como Chegar

A partir do Rio, o percurso começa pela BR-101. Em Rio Bonito, pegue a RJ-124 (Via Lagos) até Cabo Frio e, dali, continue pela RJ-102. Da Rodoviária Novo Rio partem ônibus da Viação 1001 (4004-5001, R$ 46,49; cerca de três horas de viagem, mais de dez saídas diárias). Do Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, a mesma empresa tem apenas uma saída, às sextas-feiras, às 21h50 (4004-5001; R$ 104,80, quase dez horas de viagem). O aeroporto de Cabo Frio, a 25 km, recebe voos da Azul nos fins de semana, vindos de São Paulo, Campinas e Belo Horizonte.

Como Circular

A Avenida José Bento Ribeiro Dantas e sua continuação, a Estrada da Usina, ligam o portal da cidade (na saída para Rio das Ostras e Cabo Frio) à ponta da península, na Praia João Fernandinho. Delas, partem vias secundárias, que levam às praias – a ausência de placas com os nomes dos logradouros confunde um pouco os visitantes. No trecho central, carros são vetados na Rua das Pedras e na Rua Manoel Turíbio de Farias, mas é possível estacionar nas ruas paralelas, embora com poucas vagas. Na alta temporada, se sua pousada oferecer traslado, use-o. Para chegar até as praias de mar fechado, a opção é o táxi marítimo.

Onde Ficar

Charmosos e mais voltados a casais, os hotéis na região da Orla Bardot, a maioria numa topografia bem acima da linha do mar, exploram a vista para a praia. Próximo dali, a Praia de João Fernandes contempla muitas hospedagens com belas piscinas e serviços de massagem. Na Praia da Ferradura e no Alto Humaitá predominam casais e europeus em pousadas com ótimos quartos e vistas panorâmicas. Famílias se concentram em Geribá, que tem opções com boas áreas de lazer e vários banhistas brasileiros. A Brava reúne hóspedes à procura do clima de balada nos clubes de praia. Mais afastada, Manguinhos concentra uma rede mais focada no público de vela e surfe.

Gastronomia

A Orla Bardot reúne endereços badalados – é o caso do estrelado Sollar. Os estabelecimentos da Rua das Pedras vivem abarrotados de turistas; na paralela Manoel Turíbio de Farias há opções mais populares. O Porto da Barra, em Manguinhos, é outro polo gastronômico.Além dos pontos turísticos, a gastronomia de Búzios abrange diversas culturas e cozinhas internacionais fruto da influência de turistas estrangeiros e empresários que decidiram investir neste segmento na cidade. Assim, restaurantes da culinária francesa, italiana, mexicana e até tailandesa se espalham ao longo da Rua das Pedras e também da Orla Bardot concentrando uma deliciosa mistura de sabores. Também não faltam creperias, bares com música ao vivo e recantos, assim como os quiosques à beira-mar.

Vida Noturna

O agito pode começar na creperia Chez Michou ou no Pátio Havana (Rua das Pedras; 2623-2169), com jazz, MPB e salsa. Para seguir madrugada adentro, a Pacha (R. das Pedras; 2633-0592) e a Privilège (Orla Bardot; 2620- 8585) tocam música eletrônica; mais alternativo, o Zapata (Orla Bardot; 98833-4067) mistura eletrônica com MPB. Há ainda os bares The House of Rock and Roll (R. das Pedras; 2623-2811) e os mais classudos Anexo (com unidades na Orla Bardot e no Porto da Barra, em Manguinhos; 2623-6837) e Buda Beach (Orla Bardot; 2623-6194), este com elementos orientais na decoração. O funcionamento das casas se torna irregular na baixa temporada (ligue para confirmar a programação).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praias

O litoral recortado de Búzios se divide em 24 praias – algumas banhadas por mar aberto, agitado e com correntes frias, outras por mar fechado, de águas calmas e mornas. Quer se isolar do mundo? Escolha Caravelas, José Gonçalves ou Tucuns. Prefere agito? Vá a geribá ou Ferradura. Tem até praia de nudismo (Olho-de- Boi), e a queridinha dos argentinos, João Fernandes. Os moradores frequentam a dupla Azeda e Azedinha.

Programe-se

No verão, a cidade fica lotada e os preços sobem bastante. O movimento é grande nos fins de semana, com festas nas casas noturnas, e nas férias de julho – mês em que é realizado o Festival Gastronômico de Búzios. Procure viajar em meses alternativos.

 

 

 

 

 

 

 

Festas Populares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carnaval

Quem já viu quer repetir a dose. Quem nunca viu não consegue esconder o impacto. O desfile das escolas de samba no Rio é um dos mais impressionantes espetáculos da terra. O desfile é como uma ópera, em que cenários e figurinos passam diante da platéia, contando uma história através do samba enredo, das alegorias, fantasias e dos carros que, a cada ano, rompem os limites da criatividade. Os desfiles costumam começar por volta das 20h, seguindo noite adentro, podendo ultrapassar, em determinados dias, o nascer do sol, embora a beleza do espetáculo seja maior à noite.

Dois setores das arquibancadas, o 7 e o 9, são reservados para turistas e seus ingressos vendidos por agências de viagem. Pode-se, também, conseguir ingressos para outros setores, para as frisas ou camarotes, sempre com antecedência. E, os mais afoitos podem candidatar-se até mesmo a uma fantasia, o que garante vaga no desfile. Algumas escolas põem seus figurinos à disposição dos interessados nos hotéis. O concierge pode orientar os interessados em atravessar a avenida com o “samba no pé”. Cada escola desfila com cerca de 4.000 componentes e 10 carros alegóricos, com o tempo limitado em 80 minutos. Há torcidas para as escolas de samba, no Rio, como há para os clubes de futebol. E o desfile, além do espetáculo, é ainda um concurso.

Vários quesitos são analisados – samba enredo, evolução, bateria, passistas, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, entre outros – e, na quarta-feira seguinte, costuma ser anunciada a Campeã do Carnaval, título tão disputado quanto o de Campeão de futebol. O desfile ao vivo tem dois aspectos incomparáveis. Um, a passagem da bateria, toda ela com instrumentos de percussão, cerca de 300. Não há ser humano que consiga ficar impassível à força do ritmo que parece atravessar a pele e atingir direto o coração. Outro, a multiplicidade e beleza dos integrantes da escola, homens e mulheres, com corpos esculturais expostos e, habitualmente, vestindo um sorriso de felicidade que contagia. É festa!

Agora, além do desfile na Passarela do Samba durante o carnaval, as escolas de samba do Grupo Especial têm um espaço único para apresentações e desfiles durante o ano todo – A Cidade do Samba. Em uma grande tenda central acontece o show e na avenida ao seu redor acontece o desfile, no qual os espectadores podem participar. Além disso, as escolas têm ali os seus barracões de trabalho onde são produzidos os carros alegóricos e as fantasias para o desfile.

Réveillon

Não há nada que se compare ao réveillon no Rio. Particularmente em Copacabana e na orla. Só naquele bairro, 2,5 milhões de pessoas reúnem-se entre o mar e o asfalto – as pistas são fechadas ao trânsito. Somadas as outras praias e à Lagoa, pode-se chegar a 5 milhões de pessoas, numa das maiores manifestações de paz de que se tem registro. As roupas brancas dominam. As garrafas de champanhe espocam, acompanhando os fogos de artifício em um espetáculo que a cada ano ganha mais cores, formas e tempo. Até pouco antes da meia-noite, o que mais se vê são janelas acesas, em reuniões de amigos e festas em hotéis.

Perto das 23h, todos começam a sair de casa e se encaminhar para as ruas. O movimento de carros, mesmo onde não está oficialmente fechado, fica reduzido quase a zero. Felicidade e esperança são os sentimentos que unem esta multidão. A tradição ainda comanda em Copacabana, onde adeptos de religiões afro-brasileiras fazem suas oferendas a Iemanjá, a rainha das águas. São barcos repletos de flores, perfumes e colares. A cada ano, cada vez mais gente, mesmo os não adeptos, não se furtam a jogar rosas vermelhas ou palmas brancas, contando com a proteção da rainha das crenças populares para o ano que se inicia.

À meia-noite, começa o espetáculo de fogos. O céu se acende e a confraternização começa. Primeiro, amigos e parentes. Em seguida, quem quer que esteja ao lado. Todos se desejam feliz ano novo. Um registro que, mais que as fotos ou vídeos de lembrança, ficará gravado na alma. Depois, tudo é festa, ceia e muita música – grandes palcos em Copacabana e outros espalhados por toda a cidade – até o sol raiar. Pela manhã, o movimento fica por conta dos inigualáveis cafés da manhã nos principais hotéis da cidade, fartos, animados e embalados pelo primeiro nascer do sol do ano que se inicia. Um brinde!

Outros Eventos

O Rio já provou ser o cenário perfeito para sediar eventos nacionais e internacionais, independentemente de seu tamanho ou pretensões. Além do carnaval e do réveillon, dois dos maiores espetáculos do mundo, o Rio também realiza grandes eventos musicais como por exemplo os shows gratuitos nas praias ou na Lagoa Rodrigo de Freitas que atraem milhares de pessoas, para desfrutarem, ao ar livre, de excelente programação musical aliada a inigualável beleza da cidade. Entre os shows, podemos destacar o show dos Rolling Stones, na praia de Copacabana, em fevereiro de 2005 ou o show da banda Black Eyed Peas, na praia de Ipanema, na virada de 2006 para 2007, o show da Madonna em 2010 e o do Paul McCartney em 2011.

Outro evento de extrema importância é o Festival do Rio – Rio de Janeiro International Film Festival – criado em 1999 da fusão de dois dos maiores festivais de cinema do país: o Rio Cine Festival – que existia desde 1984 – e a Mostra Banco Nacional de Cinema, nascida em 1988. Hoje o Festival do Rio exibe mais de 300 filmes inéditos no Brasil e na maior parte do mundo, confirmando sua importância como centro de debate cultural, com palestras e discussões sobre o que há de mais atual na criação cinematográfica. Os principais vencedores dos festivais de Cannes, de Sundance, de Veneza e do Oscar são apresentados ao público durante o Festival do Rio. O Rio também é sede do Anima Mundi, Festival Internacional de Animação do Brasil, que acontece no mês de julho.

Dentre os eventos desportivos, a exemplo dos já realizados como a Copa do Mundo FIFA de Beach Soccer e os Jogos Panamericanos em 2007, o Rio terá o prazer de receber os maiores eventos desportivos do mundo como a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.

Copa e Olimpíada

COPA DO MUNDO 2014

JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

Os dois eventos esportivos de maior audiência em todo o mundo, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos de Verão, vão atrair para o Rio de Janeiro a atenção de mais de um bilhão de telespectadores e os focos da maior cobertura jornalística de todos os tempos.

O Maracanã, seu estádio de futebol, um dos maiores do mundo, está confirmado como uma das escalas da Copa do Mundo de 2014, com previsão para receber a festa de abertura do evento, sua partida inicial e, mais aguardada de todas, a partida final, que vai definir o próximo campeão mundial.

A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 chegou em ritmo de suspense, emoção, festa e trabalho. A proposta da cidade superou as intenções de outras metrópoles como Madri, Chicago e Tóquio. No momento da divulgação do resultado, a explosão de alegria na cidade e no país, o primeiro a receber os Jogos Olímpicos na América do Sul, deram ao mundo a convicção da escolha certa.

Para a Copa do Mundo de 2014, a escolha do Brasil foi natural. É um país com experiência na organização de duas temporadas, uma com os certames regionais, outra com o campeonato nacional, o maior do mundo. As obras para as melhorias do Maracanã vão adequar a estrutura monumental do estádio para a múltipla responsabilidade: o futebol e as olimpíadas. Serão investidos cerca de R$ 700 milhões e a previsão é da entrega do novo estádio em dezembro de 2012.

As obras de infraestrutura para trânsito e hospedagem de turistas, jornalistas, atletas e suas comissões técnicas já estão em andamento. Mais de R$ 5 bilhões serão investidos nos aeroportos da cidade, para garantir a agilidade no fluxo das equipes entre o Rio de Janeiro e as demais sedes da Copa, doze ao todo.

A festa do Réveillon de 2010, na Praia de Copacabana, a maior celebração de passagem de ano do planeta, marcou também o lançamento público da logomarca oficial dos Jogos Olímpicos de 2016. O momento foi emblemático e deu o tom dos trabalhos para a formação da estrutura do evento, o mais complexo do mundo dos esportes.

Além da modernização de estádios e dos parques aquáticos e poliesportivos, a cidade investe na rede de transportes que vai integrar quatro grandes zonas de concentração de atividades, uma na área do Centro e da Zona Sul, uma na Zona Oeste, com foco na Barra da Tijuca, e duas na Zona Norte, com foco nas regiões do complexo do Maracanã e das pistas da área militar de Deodoro.

A área da Barra, que sediará tanto a Vila Olímpica como a maior parte das competições, ganhará dois serviços já em andamento: a abertura de uma linha de metrô, especialmente dedicada à região, e a Transcarioca, uma via com ligação direta entre a área e suas adjacências ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim.

Além das melhorias urbanísticas, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos vão trazer ao Rio de Janeiro o desenvolvimento de dois setores sociais que serão fundamentais para a sustentação do crescimento da cidade: a capacitação de um corpo de profissionais para a hotelaria e o receptivo e a inclusão social de uma série de áreas até então menos privilegiadas, com a chegada de processos de formação profissionalizante, especialmente na área dos idiomas estrangeiros.

Fonte: http://www.rcvb.com.br/

1 comentário

    • carol em 2 de maio de 2013 às 20:21

    Responder


    achei legal mas acho que deveria ser digamos melhor ainda mas pode melhora

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