Japão

Há um clichê pra lá de batido para descrever o Japão: a terra do sol nascente, onde tradições milenares convivem com a mais alta tecnologia. Não que não seja verdade, mas é uma visão um pouco simplista. A terceira maior economia do mundo tem muito mais a oferecer do que robôs, sushi e samurais. Tóquio é a super-megalópole mais limpa e organizada do planeta, com a mais alta concentração de excelentes restaurantes de alto nível do planeta – e não estamos falando só de sashimi, mas casas que oferecem pratos italianos e franceses que você não encontraria em Bolonha ou Paris. Ao seu redor estão passeios imperdíveis como a calma Kamakura, a histórica Nikko e a pouco-histórica Tokyo Disneyland. Tomando o trem-bala, opte por vistas espetaculares do Monte Fuji ou dos incríveis Alpes Japoneses, perfeitos para caminhadas idílicas ou ótimas pistas de esqui. A região de Kansai, onde se localizam as cidades de Kyoto, Osaka e Nara, é o lar cultural do Japão, com os mais notáveis templos, palácios e castelos do país. Por ali você ficará cara a cara com a cerimônia do chá, a meditação budista, as gueixas e o kaiseki – o banquete no estilo japonês. Rumo ao sul, compreenda a razão pela qual Hiroshima é um símbolo da paz e descubra o Japão tropical nas praias paradisíacas banhadas pelas águas azuis de Okinawa.

Se seu negócio são compras, longe dos óbvios eletrônicos está uma miríade de opções que faz pessoas passarem dias inteiros dentro das lojas de departamento. De uma simples papelaria a um charmoso quiosque gourmet, de bolsas de design exclusivo a instrumentos musicais, o Japão pode deixá-lo completamente exausto com tantas alternativas. Isso para não falar da gastronomia, que do tradicional ao fusion combinou receitas nativas com importações da Ásia  e Europa para criar uma cozinha bela, saborosa e, mais importante.Tomando o caminho do norte, paisagens selvagens e montanhosas são os destaques. Em todas as estações do ano Hokkaido seduz seus visitantes, ora com tapetes sem fim de lavandas em flor, ora recebendo esquiadores de todo mundo em super resorts como Furano e Niseko.

Como Chegar

Não há mais voos diretos entre o Brasil e o Japão. Hoje as opções limitam-se a Air Canada (www.aircanada.com, via Toronto e Vancouver), British Airways (www.britishairways.com, via Londres), Delta (www.delta.com, via Nova York), Emirates (www.emirates.com, via Dubai) e Korean Airlines (www.koreanair.com, via Los Angeles e Incheon, com boas opções de voos para várias cidades do Japão).

Para destinos mais distantes há companhias aéreas como a ANA (www.anaskyweb.com), Japan Airlines (www.jal.com) e Skymark (www.skymark.co.jp), que voam para aeroportos como os de Sapporo, Haneda, Narita, Nagoya, Kansai, Fukuoka e Naha. Para cobrir longas distâncias querendo economizar, considere os serviços de trens e ônibus noturnos.

Como Circular

As principais cidades do Japão são servidas por uma moderna, confortável e pontual malha ferroviária, uma das melhores e mais convenientes do planeta, que operam de trens locais ao famoso shinkansen, o trem bala. Considere adquirir o Japan Rail Pass (www.japanrailpass.net), que dá direito a viagens ilimitadas dentro de períodos de 7, 14 e 21 dias. Boa parte das estações possuem indicações em inglês. Um site interessante para programar sua viagem baseando-se nos horários dos trens é Hyperdia (www.hyperdia.com).


Onde Ficar

A alternativa mais óbvia e conveniente é se hospedar em bons e confortáveis hotéis de redes internacionais, sempre com excelente serviço, opção de café da manhã ocidental e staff fluente em idiomas estrangeiros (principalmente o inglês). Muitos localizam-se próximos à estações ferroviárias. Se no entanto quiser uma experiência diferenciada, considere passar pelo menos uma noite em um requintado e tradicionalíssimo ryokan, dormindo em um sanduíche de futons sobre as esteiras tatami. Os melhores ainda servem banquetes nipônicos no desjejum e no jantar e os hóspedes dormem usando quimonos de algodão. As diárias custam mais do que a média, mas definitivamente vale a pena.

Igualmente especial é a oportunidade de ficar em minshukus, hospedagens familiares, e se envolver em uma atmosfera mais informal e se aproximar mais do cotidiano local. Albergues da juventude são bem equipados e são uma opção barata para jovens, mochileiros e grupos. Já os famosos hotéis-cápsula variam dos convenientes e bem equipados aos bem defasados. Vale mais pela curiosidade.

Lembre-se que boa parte dos hotéis japoneses oferecem café da manhã oriental, ou seja, você pode ser surpreendido com uma farta mesa com arroz, legumes, sopa, peixe grelhado e ovos. E nada de café ou pãezinhos à vista. Informe-se com antecedência.

Gastronomia

Os paladares ocidentais estão familiarizados com sushis e sashimis, baseados em cortes de peixe crú. No entanto, existe uma infinidade de bons pratos e restaurantes, para todos os tipos de paladares. Para os que não curtem muito a gastronomia japonesa, saiba que aqui encontram-se algumas das melhores casas de cozinha francesa e italiana do mundo, com chefs, sommeliers e patissers premiados. Pães e chocolates locais certamente o surpreenderão. Para os que estão com o orçamento curto, redes de fast-food são facilmente encontráveis até em pequenas cidades.

Para foodies e gulosos, o Japão oferece uma miríade de pratos regionais. Muitos têm origem chinesa como os conhecidos yakisoba (macarrão frito), guioza (um pastelzinho grelhado, cozido ou frito) e chahan (arroz primavera). Experimente especialidades locais como o okinawa steak (uma delicada carne grelhada), o fugu (sashimi de baiacu, um peixe venenoso), os sorvetes de Hokkaido (onde há excelentes frutas e leite), a enguia de Yanagawa ou os diferentes tipos de macarrão: bifun, udon, soba e lamen (os de Hakata e Sapporo, de porco e pasta de soja, são os melhores)

Compras

O Japão já foi o paraíso dos gadgets eletrônicos. Sim, celulares, tablets, notebooks e máquinas fotográficas continuam por lá, com design e qualidade alucinantes, mas os valores nem sempre são muito acessíveis. Com a contínua estagnação econômica o país voltou-se para um tipo de consumo que combina preços baixos, bom desenho e durabilidade, uma regra vista em novos ícones do mercado como a grife de roupas Uniqlo e as lojas de produtos variados Muji (literalmente, “sem marca”). Entre e resista à tentação de levar boa parte do estoque.

Quem viaja com crianças achará ótimas casas especializadas em brinquedos (tradicionais, daqueles de brinquedo, ou mais modernos, com personagens como Pokemon e Hello Kitty). Suvenires de última hora podem ser cerâmicas, hashis, leques e ótimos cosméticos de marcas como Kanebo, Astalift e Shisheido.

Quando ir

Depende muito do que você deseja fazer. O inverno (de dezembro a março), é muito bacana para esquiar e visitar hotéis e pousadas localizadas em spas de águas termais. Esta é a quintesssência da arte de hospedar no Japão, com refeições muito elaboradas, banhos relaxantes e quartos bem decorados. O período entre o fim de março e o começo de maio (com pico nas primeiras semanas de abril) é a época da floração das cerejeiras. Há muitas festas nas ruas, com executivos e estudantes lotando os parques para fazer piqueniques depois do expediente. O verão (junho a agosto) costuma ser muito quente e chove bastante.

Em termos de clima, é bem ruim, mas é exatamente nesta época que os principais festivais do país ocorrem, como o Gion Matsuri (Kyoto), Nebuta (Aomori), Grande Festival de Fogos de Nagaoka (Niigata), Hakata Gion Yamakasa (Fukuoka) e Kanto Matsuri (Akita). As escaladas ao Monte Fuji e nos Alpes Japoneses também estão bastante concorridas nestes meses. O outono é muito agradável, principalmente em novembro, quando bosques e jardins ganham tons de vermelho, amarelo e laranja. Alguns dos melhores locais para apreciar a paisagem do período são templos, castelos e parques em Kanazawa, Kyoto, Nikko, Takayama e nas províncias de Nagano, Yamagata, Fukushima e Miyagi.

Referências:

Japão

http://www.japaoinfotur.org/

 

 

 

 

 

 

 

 

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