Conheça Budapeste em 36 horas

Cortada pelo rio Danúbio, a cidade de Budapeste pode ser conhecida em um final de semana. Com 1,7 milhão de habitantes, a capital da Hungria tem 525 km² (um terço da cidade de São Paulo). Seus principais pontos turísticos podem ser percorridos a pé e em transporte público.

Leia a seguir um roteiro para conhecer algumas das atrações da cidade, cenário do romance “Budapeste”, que Chico Buarque lançou em 2003 -sem nunca antes ter estado lá- e que, em 2009, virou filme, com direção de Walter Carvalho.

Sexta-feira, 17h
Comece pelo passeio ao Castelo de Buda (antigo Palácio Real), um conjunto de edifícios construído no século 18 em uma colina.

A vista de lá de cima é digna de cartão-postal. A melhor forma de subir até o bairro do castelo é pelo funicular, que sai da praça Clark Ádám.

O bairro é a antiga cidade medieval de Buda (a cidade vizinha se chamava Peste, com a fusão, surgiu o nome Budapeste) e oferece opções de passeios, como uma visita à Galeria Nacional Húngara, que ocupa parte do palácio.

Outra opção é o Museu da História de Budapeste, no pátio interno do castelo.

Um dos templos mais conhecidos da cidade também fica aqui. A igreja Mathias, construída no século 13, era a principal de Buda no período medieval, espaço de importantes acontecimentos, como a coroação do imperador austríaco Franz Josef e de sua mulher, Elisabeth (Sissi) em 1867.

Em frente à igreja, há um monumento chamado Bastião dos Pescadores, um conjunto de sete torres, de 1895, que homenageia as sete tribos que fundaram o país.

20h
Uma escada em frente ao monumento permite descer a colina até a margem do Danúbio. É o lugar ideal para apreciar o tardio pôr do sol de um dia de verão europeu.
Se você ainda tiver pique para uma caminhada, vá até a ilha Margarita (Margitsziget), um grande parque. Também há ônibus que fazem o trajeto.

22h
Próximo à ilha, mas atravessando o rio para o lado Peste, uma opção é o restaurante Gundel, um dos mais famosos da cidade (gundel.hu ).

Para fechar o dia, faça um passeio pelas margens do Danúbio.

Sábado, 8h30
O dia vai ser destinado ao lado Peste. Para começá-lo bem, um café da manhã na confeitaria Gerbeaud (gerbeaud.hu ), a doceria favorita da imperatriz Sissi.

No centro da cidade, o edifício resistiu às guerras e à ocupação comunista. Ainda fazem parte da decoração as cortinas de veludo e os lustres de cristais, como em meados do século 19.

Após o café da manhã, é hora de conhecer o Parlamento. Compre os ingressos para o tour logo cedo -são limitados, e os turistas formam fila para comprá-los. A bilheteria abre às 8h.

Boas opções são o tour das 11h30, em espanhol, ou do meio-dia, em inglês. As primeiras visitas guiadas do dia, com início às 10h, são as mais disputadas.

10h
Enquanto aguarda o horário do tour, vá até a basílica de São Estevão, que fica a poucas quadras do Parlamento. É a maior igreja da Hungria, com capacidade para mais de 8.000 pessoas.

Sua construção foi iniciada em 1851, mas concluída apenas em 1905. A cúpula tem precisamente a mesma altura da cúpula do Parlamento, 96 metros.

A capela abriga o símbolo mais importante para os húngaros cristãos, a mão direita embalsamada de seu primeiro rei, Estêvão 1º.

11h45
Com o tíquete em mãos, chegou a hora do tour pelo Parlamento.

Com estilo neogótico, inspirado no Parlamento britânico, em Londres, o belíssimo complexo foi erguido entre 1884 e 1904.

Ali estão expostos o cetro real e a coroa de são Estevão. O edifício esbanja riqueza. Há objetos em ouro, pisos e paredes de mármore e obras de arte de importantes artistas húngaros como Károly Lotz e Mihály Munkácsy.

O tour dura apenas 40 minutos, o que permite um passeio antes do almoço.

13h
Aproveite que está nas margens do Danúbio para ver o impactante monumento em homenagem aos judeus sacrificados durante a Segunda Guerra Mundial, “Shoes on the Danube Promenade” (sapatos à beira do Danúbio).

14h
Se bater a preguiça depois do almoço, pegue o metrô (um dos mais antigos da Europa) até a estação Deak Ferenk Tér.

Você estará perto da avenida Andrássy -uma das locações do filme baseado no livro de Chico Buarque. É nesta via, apelidada de “a Champs-Elysée de Budapeste”, que se concentram as lojas, os hotéis e os restaurantes de luxo.

16h
Continue andando pela avenida até o museu Terror Háza, ou Casa do Terror (terrorhaza.hu ).

É uma homenagem às vítimas dos períodos de totalitarismo na Hungria no século 20, o nazismo e o comunismo. Logo na entrada, o visitante se depara com um tanque soviético usado na Segunda Guerra Mundial. O prédio era o quartel da polícia secreta húngara.

19h
Aproveite que está na região para assistir a uma ópera. A avenida Andrássy também é conhecida por abrigar a Hungarian State House, que possui uma das melhores acústicas para óperas do mundo.

Compre os ingressos, que custam a partir de R$ 30, com antecedência.

Esse edifício neorrenascentista de 1884 é o principal centro cultural do país.

22h
Depois de horas de ópera, chega a fome. Para um jantar típico, vá ao restaurante Menza (menzaetterem.hu ). A caminhada não leva mais do que cinco minutos. Uma dica é provar o goulash húngaro (ensopado de carne à base de páprica) nesse restaurante de bom custo-benefício.

23h30
Famosos na noite de Budapeste, os “ruin pubs” (pubs em ruínas), como são chamados, são a marca da vida noturna da cidade.

Ficam no interior de edifícios antes abandonados ou, durante o verão, até mesmo sobre seus telhados.

Não cobram entrada, o que atrai muitos jovens, também interessados na decoração, em geral, inusitada.

No centro da cidade, o mais antigo deles, Szimpla Kert, chama a atenção pela bicicleta pendurada no teto.

O Dürer Kert, o Fogas Ház e o Instant são outras boas opções de “ruin pubs” para experimentar as bebidas típicas, como a pálinka (destilado feita com frutas).

Domingo, 9h
Comece o domingo pelo bairro judeu. Desça na estação de metrô Deak Ferenk Tér e escolha um dos cafés para fazer o desjejum.

10h
Outra opção é descer na estação Astoria do metrô para conhecer a principal atração do bairro.

Você logo verá a Grande Sinagoga, a maior da Europa e um dos pontos turísticos mais concorridos da cidade.

No local, há ainda o Museu Judaico. Nos fundos, está uma interessante escultura em forma de salgueiro em homenagem às vítimas do Holocausto. Em cada uma de suas folhas está gravado um nome.

12h
Uma volta pelas ruas do bairro judeu é um mergulho na história. Os prédios, muitos degradados, ainda guardam sinais do gueto que ali existia. Em alguns, é possível notar marcas de tiros nas fachadas.

13h
Para continuar a imersão cultural na hora do almoço, uma refeição típica judaica pode ser saboreada no restaurante Hummus Bar (hummusbar.hu ).

14h30
A última tarde da viagem pode ser aproveitada de duas maneiras bem distintas.

Para quem quer fazer compras, a visita ao Mercado Central é um bom passeio.

Outra opção é o Museu Nacional, um dos maiores da cidade. Abriga coleções de arte e conta a história do país.

17h
Depois da maratona de passeios do fim de semana, deixe esses últimos momentos para relaxar.

Próximo ao mercado e ao museu, está a famosa ponte da Liberdade.

Cruze-a e chegará ao hotel Gellért (www.gellertbath.com ), considerado a melhor opção para banhos termais em Budapeste.

Além de um spa, o hotel possui um complexo com 13 piscinas dos mais variados tipos -aquecidas, cobertas, na área externa, com bolhas efervescentes e até com ondas artificiais.

Adeus, Budapeste. Ou até breve.

Fonte: Folha de São Paulo

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