Bariloche

Na década de 80, quando a classe média brasileira despertou para o fato de haver neve na América do Sul, todos os olhos se voltaram para San Carlos de Bariloche e essa paixão continua firme. Conhecida também como ”Brasiloche”um apelido nem sempre com conotação afetiva –, essa cidade nos Andes Patagônicos está a 1.500 quilômetros de Buenos Aires e é um dos destinos preferidos tanto entre os praticantes de esqui como entre aqueles que se satisfazem em usar o teleférico só para ver de perto os campos nevados.

E ela realmente não faz sucesso em vão. Visitado por famílias, casais e enormes grupos de estudantes, esse delicioso destino de férias oferece atrativos para as mais variadas faixas etárias. Há quem viaje para lá pensando apenas em neve, mas garantimos: há muito mais que esqui e snowboard para fazer. Paisagens dignas de cenas de filmes. Lagos de águas cristalinas acompanhados de uma geografia acidentada, cheia de morros verdes no verão e branquinhos de neve no inverno. Bariloche é bem assim, um lugar com natureza privilegiada, boa estrutura e uma enorme variedade de passeios para explorar suas belezas. Aliados às imagens naturais estão o charme da colonização alemã e austríaca, os preços não tão exorbitantes e a culinária excelente.

Mas Bariloche não é somente um destino de inverno, pois há opções de passeios em todas as épocas do ano, quando o local recebe seus visitantes com paisagens que assumem outros tons e conta com atividades ao ar livre como rafting no Rio Manso, caminhadas no Parque Nahuel Huapi e até kitesurfing no lago de mesmo nome.

Curiosidade: acredita-se que foi nos bosques de arrayanes um tipo de planta local  em torno da cidade que Walt Disney se inspirou para criar o personagem Bambi. Se tudo isso não bastasse, a hotelaria local é bem estruturada, seus restaurantes servem desde o indefectível fondue de queijo a deliciosas trutas pescadas na região. E, do alto do Cerro Campanario, você poderá experimentar um dos melhores chocolates quentes de sua vida.

Como Chegar

Na alta temporada de esqui, algumas agências organizam voos charters diretos entre a cidade e algumas capitais brasileiras, notadamente São Paulo. Se optar por voos regulares, TAM, LAN e Aerolineas Argentinas são as alternativas. A maioria vai requerer uma escala em Buenos Aires, no Aeroparque Jorge Newberry. Neste caso a duração total da viagem é a partir de 6 horas. Note que como alguns voos fazem escala no Aeroporto de Ezeiza, demandando transfer rodoviário, as viagens passam a durar algumas horas a mais e muitos turistas optam por passar a noite (ou alguns dias na capital). De Buenos Aires são apenas duas horas de voo até o Aeropuerto Internacional Teniente Luis Candelaria (www.aa2000.com.ar), que fica a 15 quilômetros do Centro. Táxis, vans e aluguel de automóvel estão disponíveis para o traslado até o Centro da cidade.

Na hora de deixar o Aeroporto Teniente Luis Candelaria você conta com o serviço de táxis, ônibus e vans. Um táxi cobra cerca de $100 para ir até o centro, enquanto uma van compartilhada sai por $40 por pessoa. Os ônibus são indicados apenas para quem está com mala pequena, porque não há espaço destinado às bagagens.  Para quem está em família, vale a pena utilizar os táxis. Lembrando que você pode negociar o valor se o veículo em questão for um remis (sem taxímetro, com preços tabelados).Se estiver em poucas pessoas (uma ou duas), as vans compartilhadas são suficientes para fazer o trajeto.

De ônibus
As 22 horas de ônibus a partir de Buenos Aires contra as duas de avião não contam a favor de quem deseja fazer essa viagem por terra. O trajeto é realmente demorado e o preço, comparado ao ofertado pelas companhias áreas, muitas vezes não compensa.
Caso opte por fazer a viagem por terra, tenha ciência do tempo gasto e, para seu maior conforto, opte por um ônibus onde o assento vire uma cama.

De carro
Partindo de Buenos Aires, são cerca de 1600km – a maioria deles percorridos em estradas como a RN 5, a RN 152, a RN 237 e a RN 40, passando, principalmente, pela cidade de Neuquén, onde é possível fazer uma parada.  Partindo do Chile, é possível passar por diferentes cidades, incluindo Puerto Varas, Osorno e Pucón – o tempo de viagem varia de acordo com as cidades incluídas ao longo do trajeto. Villa La Angostura, do lado argentino, é um dos acessos mais utilizados para chegar a Bariloche.

Onde Ficar

Bariloche oferece uma grande quantidade de hotéis e permite que os visitantes tenham muitas opções na hora de escolher onde ficar, especialmente se a reserva não for feita em cima da hora. Os preços funcionam de acordo com a demanda – muita procura, preços mais altos. Se quiser economizar, evite o mês de julho, período em que a cidade fica cheia de gente.

O principal ponto a se ater na hora de escolher uma acomodação é definir sua localização. Os hotéis de Bariloche ficam, basicamente, em duas áreas: no centro e ao longo da Av. Bustillo, que margeia o Lago Nahuel Huapi. Ficar no centro é ideal para quem deseja estar perto do comércio e quer ir a vários lugares caminhando, além de ter fácil acesso aos transportes. Os hotéis ao longo do lago normalmente oferecem uma bela vista, são mais reservados – legais para quem quer tranquilidade ou para quem prefere uma estrutura mais moderna, que, vez ou outra, os edifícios mais antigos do centro não oferecem.

É preciso pensar que a localização do hotel influenciará diretamente na maneira de se locomover. Estar ao longo do lago e longe do centro fará de você refém de transportes como táxis, remis ou mesmo um carro alugado (que, em nossa opinião, é o ideal para quem se hospeda longe do burburinho). Quem fica no centro tem todo serviço por perto e pode ir aos restaurantes caminhando.

Posadas Aurélio

A Posadas Aurelio está localizada a apenas 100 m dos teleféricos de esqui de Cerro Catedral e oferece apartamentos completos, que incluem TV de tela plana e Wi-Fi gratuito, além de restaurante e estacionamento gratuito. Para sua comodidade, o aluguel de equipamento para esqui e snowboard está disponível. O Cerro Catedral é o destino de esqui mais procurado durante o inverno e um local famoso para atividades de montanha durante o verão. Você também pode desfrutar de passeios a cavalo, caminhadas e passeios de bicicleta.

Os apartamentos da Posadas Aurelio apresentam decoração com telhado em gablete e possuem piso de azulejo, uma área de estar espaçosa com poltronas confortáveis, microondas, geladeira e varanda privativa, que oferece vista da montanha.Você pode desfrutar de especialidades locais, bem como pratos internacionais no restaurante. Você estará a 100 m da área comercial de Cerro Catedral e a 15 km do centro da cidade de Bariloche. O Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria fica a 30 km de distância.

Ventanas Al Lago 

Com vista para o lago de todos os quartos, o Ventanas al Lago é uma acomodação completa em Bariloche, a apenas 4 km do centro da cidade. Esta casa totalmente mobiliada oferece um jardim amplo que abrange mais de 1200 m² e WiFi gratuito.

Esta casa de temporada está equipada com 2 TVs de LED a cabo e uma adicional de TV de tela plana a cabo. Além disso, possui cozinha, sala de refeições e uma sala de estar espaçosa. O quarto principal possui 1 cama box e um banheiro privativo, bem como 2 outros quartos, banheiro completo e toilette. Outras comodidades oferecidas pelo Ventanas Al Lago incluem um balcão de turismo e depósito para bagagem. A propriedade oferece estacionamento gratuito e está a 19 km do aeroporto da cidade.

Cabañas Tierra Sureña 

Estas cabanas contam com móveis completos e decoração em estilo alpino, e estão rodeadas por uma floresta, a apenas 30 minutos do centro de Bariloche. A propriedade está situada a 27 km do Centro de Esqui Catedral, e conta com aluguel de automóveis. As Cabañas Tierra Sureña dispõem de aquecimento, TV via satélite, móveis de madeira rústica e cozinha completa, incluindo microondas, geladeira e armários de madeira.

Todas as cabanas apresentam vista para o jardim e banheiro privativo com chuveiro, e alguns deles possuem banheira de hidromassagem. Para a sua comodidade, o serviço de limpeza está disponível diariamente. Além disso, o estabelecimento pode providenciar serviço de translado para o Aeroporto de Bariloche, que fica a 36 km do local. Llao Llao é uma ótima escolha para viajantes interessados em relaxamento, atividades ao ar livre e montanhas.

 

Como Circular 

Se ficar hospedado próximo ao Centro Cívico, você terá sempre próximos serviços básicos como agências de viagem, operadoras, farmácia, supermercado, bancos, lojas e restaurantes. Tudo a uma distância confortável para fazer tudo a pé. Para embarcar nos passeios como o Circuito Chico e a a Vila de Angostura, o transporte normalmente é oferecido pela operadora. Do Centro até o Cerro Catedral são 19 km de distância, com micro-ônibus saindo a cada 30 minutos. Táxis, remis e vans particulares também fazem o transporte. Se for de carro, o estacionamento é gratuito.
Note que alguns hotéis, principalmente os maiores, oferecem o transporte até as pistas sem custo.

O que Fazer

Bariloche é um destino com muitas coisas para fazer. Tente reservar ao menos cinco dias para ficar na cidade e aproveitar os principais passeios. Se quiser passar alguns dias conhecendo a região com calma e pegar mais jeito com os esportes de neve, uma semana ou dez dias talvez se encaixem melhor na programação. O complexo de pistas de Cerro Catedral possui 120 km de percursos, espalhados por 1200 hectares e um desnível vertical de mais de mil metros. Há boa oferta para todo tipo de esquiador, sendo mais da metade para iniciantes e 25 para para avançados e experts. São 38 meios de elevação que podem transportar até 35 mil esquiadores por hora, que podem se alimentar em 19 quiosques.

O serviço é completo: escola de esqui, aluguel de equipamentos, terrain park — pista de obstáculos, kids club e atividades alternativas como esqui de fundo, caminhada na neve, snowmobile e tobogãs. Os teleféricos funcionam das 9 às 17 horas durante a temporada

Mas nem só de inverno vive Bariloche. Claro que a temporada de esqui – e todo o charme que a envolve, com lareiras, fondues e chocolates quentes   é a alta estação nesta parte da Patagônia argentina, mas há muito mais o que aproveitar. A travessia dos lagos andinos, desde o Chile, é um passeio encantador em qualquer época do ano, assim como explorar o lago Nahuel Huapi com catamarãs, caiaques e barcos.

Gastronomia 

No que diz respeito à gastronomia, a grande vantagem da cidade é contar com restaurantes variados, que englobam, principalmente, a cozinha argentina, a cozinha patagônica e a cozinha regional, que também tem raízes europeias.  Se a ideia é comer carne, não deixe de ir ao Boliche de Alberto para experimentar a famosa parrilla e conhecer os tradicionais cortes de carne de boi argentinos acompanhados de um chimichurri divino.

Se estiver com vontade de ousar um pouco, opte por um restaurante influenciado pela região patagônica, como o Família Weiss, com ambiente rústico e menu que contempla carnes como cervo e cordeiro. Outra excelente sugestão é o El Patacón, um dos restaurantes mais cobiçados da cidade, com cardápio variado e peixes como truta e salmão, pescados na própria região. Para comer uma massa, indicamos o El Boliche de Alberto, versão pastas, que tem excelente custo-benefício; mas se a ideia é um fondue ou mesmo uma truta bem preparada, o La Marmite é perfeito.

Quando Ir 

Antes de pensar em quando viajar, é preciso saber qual Bariloche você prefere encontrar. A Bariloche de neve ou a da natureza exuberante? O verão é indicado para fazer caminhadas e passeios ao ar livre, pois nesse período as temperaturas estão mais agradáveis e o tempo, mais firme, sem tantas chuvas. O inverno, por outro lado, traz a neve – se sua ideia é conhecer Bariloche toda branquinha e fazer esqui ou snowboard, não há dúvidas: vá no inverno!

Verão – ótimo para fazer belos passeios pelo Parque Nacional Nahuel Huapi e curtir a paisagem da travessia dos Lagos Andinos. Os preços de hotéis e restaurantes são atraentes e as temperaturas são amenas, mas podem chegar a quase 30 graus em certos dias. É também uma boa época para quem curte esportes náuticos como windsurfe, canoagem e kitesurfe, pesca e passeios a cavalo.

Outono – belas folhagens em tons vermelhos e amarelos, boa chance de ver um céu muito azul e os passeios continuam bárbaros. Começa a esfriar bem conforme a noite chega.

Junho  é o início da temporada, há boa chance de pegar uma nevasca e o preço dos pacotes são interessantes.

Julho – férias escolares no Brasil e na Argentina, crianças e adolescentes por todos os lados e preços nas alturas. Praticamente é o único mês disponível para quem viaja em família

Agosto – As montanhas estão com boa cobertura de neve e o perfil do turista muda para casais em viagem romântica e esquiadores experientes. Vários estabelecimentos já fazem promoções e as agências oferecem preços convidativos, inclusive para hotéis de luxo.

Setembro – Por esta época já não há mais voos diretos a partir do Brasil (todos agora têm que fazer conexão via Buenos Aires) e a neve começa a rarear nas pistas mais baixas. A qualidade da cobertura também não é das melhores, com pouca neve seca. No entanto, os preços despencam.

Primavera – A neve derretida, os campos queimados pelo congelamento e as árvores sem folhagem não deixam a paisagem tão bela, mas lá e cá flores dão o ar da graça. Muitos estabelecimentos já estão fechados.

Referencias:

http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/ar-bariloche

http://guia.melhoresdestinos.com.br/bariloche-136-c.html

 

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